História da Associação Humanitária Bombeiros Voluntários de Monção

 

      Muito embora a autarquia monçanense não tivesse criado um corpo de bombeiros, o certo é, que na realidade existem comprovativos históricos que esta para corresponder às necessidades da população e deste modo obedecer aos códigos administrativos de 1878 em que compete às autarquias a incumbência de “organizar serviços ordinários e extraordinários para a extinção dos incêndios …” e contra as inundações…” adquiriu em 1879 material contra incêndios, tendo como principal finalidade a salvaguarda de pessoas e bens. O facto de, muitas vezes, não funcionarem convenientemente os socorros por ocasião dos incêndios, pelo município, já que o material disponível não era utilizado correctamente e havia constantes demoras nas suas deslocações para os locais de sinistro, a comunidade local tomou a iniciativa de organizar um corpo de bombeiros devidamente enquadrados e comandados. A formação do pessoal adstrito aos serviços de incêndio era ministrada no quartel constituindo essencialmente exercícios práticos, com o respectivo material. Nos finais do século XIX, princípios do século XX assiste-se a uma expansão do associativismo. Cada vez mais se fundam novas associações de bombeiros para superar carências financeiras servindo com prontidão e qualidade e contribuindo desta forma para o bem-estar da população em geral. A nossa não é excepção pois houve várias angariações de fundos para que aos dezanove dias do mês de Março de mil novecentos, na capela do Loreto em Monção os senhores Abílio Dantas Sousa Aragão e Deocleciano Rodrigues Torres (sócios fundadores) fundassem a ASSOCIAÇÃO HUMANITARIA DOS BOMBEIROS VOLUNTARIOS DE MONÇÃO. Fundaram e foram pouco a pouco disseminando-a juntamente com outros até aos nossos dias, passando por vários corpos gerentes, sócios e os nossos valorosos bombeiros, homens que a troco de nada, se empenham na luta pelas causas humanitárias, conseguindo satisfazer as necessidades àqueles que precisam. Desde 1900 há uma enorme preocupação por parte dos bombeiros em se responsabilizar pelo auxílio àqueles que precisam. Inicialmente preocupados com os incêndios, esses homens sempre disponíveis para acudir ao primeiro toque da sineta, viram que, na tarefa de socorrer, para além de apagar incêndios tinham que socorrer pessoas e bens e animais. Além dos incêndios viram-se confrontados com vários tipos de calamidades e depressa se foram apercebendo que a sua acção deveria alargar-se para duas áreas importantes do socorro: a saúde e o socorro a náufragos. À medida que os anos passavam as exigências foram sendo cada vez maiores e houve uma grande adesão por parte dos elementos dos corpos dos bombeiros em adquirir material técnico eficaz para responder às necessidades solicitadas. Havendo uma enorme preocupação por parte dos bombeiros na protecção individual, na prontidão e na qualidade do serviço, em 1902 adquiriu-se diverso material: machados, capacetes, espias, fardas…No dia 7 de Dezembro de 1902 comprou-se um carro pela quantia de cento e quarenta e cinco reis pago em prestações mensais para transportar escadas de lanço e o resto do material de incêndio. Para se estabilizar a associação a nível financeiro várias campanhas de angariação de fundos se fizeram, que iam desde o aluguer de escadas à população pela quantia de trezentos reis. Contribuindo para o enriquecimento da cultura do bombeiro e continuando a politica de angariação de fundos criou-se u grupo cénico (teatro), realizavam-se desfiles carnavalescos…Mesmo com todas estas campanhas de angariação de fundos que de certa forma foram insuficientes, gerou-se em 1910 uma certa instabilidade que levou estes dirigentes a fazer peditórios a todos os monçanenses com o objectivo de comprar material para incêndios. Com os fundos angariados fez-se uma remodelação do quartel e em 1916 mandou-se fazer uma bandeira nova na cordoaria nacional em Lisboa e pelo preço de treze escudos e quinze centavos comprou-se a bomba braçal. Outros fundos se angariam, outro material e novas viaturas se compraram até aos nossos dias.

 

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